O que o Google tem a dizer sobre você?

O tempo passa, e cada dia temos novas tecnologias que prometem mais velocidade, mais armazenamento, mais portabilidade. Talvez estejamos chegando em um ponto que o que fizermos hoje e ficar na rede, permanecerá lá por gerações e gerações. Se você não possui muitos homônimos (pessoas com mesmo nome, ex: José Silva), é interessante se perguntar o que o Google retorna quando voce pesquisa pelo seu nome, ou outros dados pessoais seus.

Talvez mesmo que no futuro não seja a empresa Google que vá fazer isso, está claro que organizar as informações da internet não é impossível. Talvez seja trabalhoso, mas não impossível. Assim, um meio que talvez seus descendentes venham a utilizar para conhecer mais sobre você possa ser algo tão simples como digitar seu nome em um site de busca. O que eles conseguirão saber de você se fizerem isso?

Hoje mesmo você já deveria estar se preocupando com isso, pois muitas empresas recorrem ao twitter ou blogs seus para tentar te entender melhor. A internet registra tudo que você quer (e muitas vezes o que você não quer) contar ao mundo. Gosta de ficar expondo seu ponto de vista político ou religioso em fóruns ou sites de jornal? Tem fotos suas perdidas em algum servidor desconhecido de uma balada com uma menina qualquer? A organização das informações pode te trazer muita dor de cabeça um dia, e uma coisa que hoje parece inocente pode virar um problema enorme amanhã.

O ponto porém não é botar medo nas pessoas, mas sim, fazer com que elas pensem um pouco mais no que jogam na rede. Um amigo uma vez me disse que fazer um blog-diário não leva a nada, nunca você conseguirá um publico alvo grande pois muito pouca gente está interessada em saber o que acontece na sua vida. Porém, se não houver a terceira guerra mundial e a humanidade acabar, é muito provavel que seus pensamentos e reflexões em várias etapas da vida possam ser lidas por todas as gerações que virão depois de você, e nesse caso isso pode significar muito mais pessoas do que as que leriam um blog especializado hoje. Será que seu tataraneto teria interesse em saber como você pensava quando tinha 24 anos? Que inseguranças você tinha? Será que você já namorava a tataravó dele? Nem é necessário ir tão longe: será que seu filho gostaria de saber como você era quando jovem? Acredito que a menos que você tenha sido um bêbado que espancava tudo que via pela frente quando chegava em casa, sim. Até nesse caso é capaz de seu filho tentar te entender e saber mais sobre você. Por isso, não devemos hesitar em registrar nossos pensamentos, nossas dúvidas, de forma aberta ou não (desde que se deixe meios para seus descendentes terem acesso à essa informação), pois talvez hoje com todas as mudanças que ocorrem, ainda não conseguimos ver o quanto isso pode ser importante para nossa família, e até mesmo para as pessoas do futuro entenderem mais sobre nossa época maluca de geração Y.

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